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LANDMARKS

Termo inglês que significa marca de terra, limite, lindes, divisa, fronteira. Pode-se entender como o ponto em que termina o direito de uns e começa o de outros.
Em remotas épocas essas "Marcas" eram transmitidas oralmente, baseadas no uso e costumes dos povos.
Com o decorrer dos tempos os princípios a que os ingleses denominaram de LANDMARKS, foram ampliados e escritos.
Dentre as diversas compilações feitas por diferentes autores, a mais significativa e usual é a do Dr. Albert Gamaliel Mackey.
Os Landmarks são considerados como as mais antigas leis que regem a Maçonaria Universal, caracterizando-se através da sua antigüidade.
Os Regulamentos, Estatutos e outras leis podem ser revogadas, modificadas ou anuladas. Porém, os LANDMARKS, jamais poderão sofrer qualquer modificação ou alteração. Enquanto a Maçonaria existir, os Landmarks serão os mesmos como o eram há séculos.
São, portanto, eternos imutáveis.
Foram colecionados pelo Poderoso Ir\ ALBERTO GAMALIEL MACKEY, os vinte e cinco (25) Landmarks que se seguem:
1.º) Sistema de reconhecimento:

"Os processos de reconhecimento são os mais legítimos e inquestionáveis de todos os Landmarks. Não admitem mudanças de qualquer espécie, pois sempre que isso se deu, funestas conseqüências vieram demonstrar o erro cometido".

2.º) Divisão da Maçonaria simbólica em três graus:

"A divisão da Maçonaria Simbólica em três graus é um Landmark que, mais do que nenhum, tem sido preservado de alterações, apesar dos esforços feitos pelo daninho espírito inovador. Certa falta de uniformidade sobre o ensinamento final da Ordem, no grau de Mestre, foi motivado por não ser o terceiro grau, considerado como finalidade; daí o Real Arco e os Altos Graus variarem no modo de conduzirem o neófito à grande finalidade da Maçonaria Simbólica. Em 1813, a Grande Loja da Inglaterra reivindicou este antigo Landmark, decretando que a Antiga Instituição Maçônica consistia nos três primeiros graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre, incluindo o Santo Arco Real. Apesar de reconhecido por sua antigüidade, como um verdadeiro Landmark ele continua a ser violado".

3.º) A lenda do 3.º Grau:

"A lenda do terceiro grau é um Landmark importante, cuja integridade tem sido respeitada. Nenhum Rito existente na Maçonaria em qualquer país ou em qualquer idioma, em que não sejam expostos os elementos essenciais dessa lenda. As fórmulas podem variar e, na verdade, variam; a lenda, porém, do construtor de Templos constitui a essência e a identidade da Maçonaria. Qualquer Rito, que a excluísse ou a alterasse materialmente cessaria, por isso, de ser um Rito Maçônico".

4.º) O Governo da Fraternidade por Irmão - o Grão Mestre - eleito pelo povo maçônico:

"O Governo da Fraternidade por um Oficial que a presidir, denominado Grão-Mestre, eleito pelo povo maçônico, é o quarto Landmark da Ordem. Muitas pessoas ignorantes supõem que a eleição do Grão-Mestre se pratica em virtude de ser estabelecida em lei ou regulamento da Grande Loja. Nos anais da Instituição se encontram, porém, Grão-Mestres, muito antes de existirem Grandes Lojas e, se o atual sistema de governo legislativo por Grandes Lojas fosse abolido, sempre seria preciso a existência de um Grão-Mestre".

5.º) Prerrogativa do Grão-Mestre de presidir as reuniões da Ordem:

"A prerrogativa do Grão-Mestre de presidir as reuniões maçônicas, feitas onde e quando se fizerem, é o quinto Landmark. É em virtude desta lei, derivada de antiga usança, e não de qualquer decreto especial, que o Grão-Mestre ocupa o trono, em todas as sessões de qualquer loja subordinada, quando se ache presente".

6.º) Prerrogativa do Grão-Mestre para autorizar a concessão de graus, fora dos prazos previstos:

"A prerrogativa do Grão-Mestre de conceder licença para conferir graus em tempos anormais, é outro e importantíssimo Landmark. Os estatutos Maçônicos exigem um mês ou mais, para o tempo que deva transcorrer entre a proposta e a recepção de um candidato. O Grão-Mestre, porém, tem o direito de pôr de lado, ou de dispensar essa exigência e permitir a iniciação imediata".

7.º) Prerrogativa do Grão-Mestre para autorizar a abertura e a manutenção de Lojas:

"A prerrogativa que tem o Grão-Mestre de autorizar, para fundar e manter
Lojas, é outro importante Landmark. Em virtude dele, pode o Grão-Mestre conceder o número suficiente de Mestres Maçons, o privilégio de se reunirem e conferirem graus. As Lojas assim constituídas chamam-se "Lojas Licenciadas". Criadas pelo Grão-Mestre, só existem enquanto não resolva o contrário, podendo ser dissolvidas por ato seu. Podem viver um dia, um mês ou seis meses. Qualquer que seja o tempo de sua existência, devem-na exclusivamente, à graça do Grão-Mestre".

8.º) Prerrogativa do Grão-Mestre de dispensar cerimônias de iniciação de Irmãos:

"A prerrogativa do Grão-Mestre de criar Maçons, por sua deliberação, é outro Landmark importante, que carece ser explicado, controvertida como tem sido a sua existência. O verdadeiro e único modo de exercer essa prerrogativa é o seguinte: O Grão-Mestre convoca em seu auxílio seis (6) Mestres Maçons, pelo menos; forma uma Loja e, sem nenhuma prova prévia, confere os graus aos candidatos; findo isso, dissolve a Loja e despede os Irmãos. As Lojas convocadas por esse meio são chamadas 'Lojas Ocasionais' ou de 'Emergência'".

9.º) A necessidade da congregação de Maçons em Lojas:

"A necessidade de se congregarem os Maçons em Loja é outro Landmark. Os Landmarks da Ordem sempre prescreveram que os Maçons deviam congregarem-se, com a finalidade de se entregarem as tarefas operativas, e que essas reuniões fossem denominadas de 'Loja'. Antigamente, eram essas reuniões extemporâneas, convocadas para assuntos especiais e, Irmãos para de novo, se reunirem em outros pontos e em outras épocas, conforme as necessidades e as circunstâncias exigissem. Cartas Constitutivas, Regulamentos internos, Lojas e Oficinas permanentes e contribuições anuais, porém são inovações modernas, de um período relativamente recente".

10.º) O governo da Loja por um Venerável e dois Vigilantes:

"O governo da Fraternidade, quando congregado em Loja, por um Venerável e dois Vigilantes é também um Landmark. Qualquer reunião de Maçons, congregados sob qualquer outra direção, como por exemplo, um presidente e dois vice-presidente, não seria reconhecida como Loja. A presença de um Venerável e dois Vigilantes é tão essencial que no dia da congregação, é considerada como uma Carta Constitutiva".

11.º) A necessidade da reunião em Loja, a coberto:

"A necessidade de estar numa Loja a coberto, quando reunida, é um importante Landmark, que não deve ser descurado. Origina-se do caráter esotérico da Instituição. O cargo de Guarda do Templo que vela para que o lugar das reuniões esteja absolutamente vedado à intromissão de profanos, independente, em absoluto, de quaisquer leis de Grandes Lojas ou de Lojas subordinadas. E o seu dever, por este Landmark é guardar a porta do Templo, evitando que se ouça o que dentro dele se passa".

12.º) O direito que cabe a cada Maçom de ser representado nas reuniões da Fraternidade:

"O direito representativo de cada Irmão, nas reuniões gerais da Fraternidade, é outro Landmark. Nas reuniões gerais, outrora chamadas Assembléias Gerais, todos os Irmãos, mesmo os simples Aprendizes, tinham o direito de tomar parte. Nas Grandes Lojas só tem direito de assistência os Veneráveis e os Vigilantes, na qualidade de representantes de todos os Irmãos das Lojas. Antigamente, cada irmão se representava por si mesmo; hoje, são representados por seus Oficiais. Nem por motivo dessa concessão, feita em 1717, deixa de existir o direito de representação, firmado por este Landmark".

13.º) O direito que cabe a cada Maçom para recorrer das decisões de seus Irmãos, para a Grande Loja ou Assembléia Geral:

"O direito de recurso de cada Maçom das decisões dos seus Irmãos, em Loja, para a Grande Loja ou Assembléia Geral dos Irmãos; é um Landmark essencial para a preservação da justiça e para prevenir a opressão".

14.º) O direito de visita a qualquer Loja:

"O direito de todo Maçom visitar e tomar assento em qualquer Loja, é um inquestionável Landmark da Ordem. É o consagrado direito de visitar, que sempre foi reconhecido como um direito inerente que todo Irmão exerce, quando viaja pelo Universo. É a conseqüência de encarar as Lojas como meras divisões, por conveniência, da Família Maçônica Universal".

15.º) Nenhum visitante, desconhecido de uma loja, pode nela penetrar, sem antes ser examinado de acordo com os antigos costumes:

"Nenhum visitante, desconhecido aos irmãos de uma loja, pode ser admitido à visita, sem que, antes de tudo, seja examinado, conforme os antigos costumes.
Esse exame só pode ser dispensado se o maçom for conhecido de algum irmão do quadro, que por ele se responsabilize".

16.º) Nenhuma loja pode ingerir-se nos assuntos atinentes a outra loja, ou outras lojas:

"Nenhuma Loja pode intrometer-se em assuntos que digam respeito a outra,ou outras Lojas, nem conferir graus a irmãos de outros quadros".

17.º) O maçom está sujeito às leis e regulamentos da jurisdição maçônica de sua residência:

"Todo maçom está sujeito às leis e regulamentos da jurisdição maçônica em que residir, mesmo não sendo membro de qualquer Loja. A inafiliação é já em si uma falta maçônica".

18.º) Qualquer candidato à iniciação deve ser livre de nascimento, maior de idade, isento de defeitos físicos (mutilações):

"Por este landmark os candidatos à iniciação devem ser isentos de defeitos físicos ou mutilações, livres de nascimento e maiores. Uma mulher, um aleijado, ou um escravo, não pode ingressar na fraternidade".

19.º) A crença no Grande Arquiteto do Universo:

"A crença no Grande Arquiteto do Universo, é um dos mais importantes Landmarks da Ordem. A negação dessa crença é impedimento absoluto e insuperável para a iniciação".

20.º) Subsidiariamente à crença em Deus, como o Grande Arquiteto do Universo, a Fé em uma vida futura:

"Subsidiariamente a essa crença é exigida a crença em uma vida futura".

21.º) Um "Livro da Lei" é indispensável sobre o altar durante os trabalhos:

"É indispensável a existência, no altar de um Livro da Lei, o livro que, conforme a crença, se supõe conter a Verdade revelada pelo Grande Arquiteto do Universo. Não cuidando a maçonaria de intervir nas peculiaridades de Fé religiosa dos seus membros, esses livros podem variar de acordo com os credos. Exige, por isso, este Landmark, que um livro da lei seja parte indispensável dos utensílios de uma Loja".

22.º) Igualdade dos maçons em Lojas, como irmãos:

"Todos os maçons são absolutamente iguais dentro da Loja, sem distinção de prerrogativas profanas, de privilégios, que a sociedade confere. a maçonaria a todos nivela nas reuniões maçônicas".

23.º) Conservação entre os irmãos dos conhecimentos obtidos através da iniciação e dos trabalhos em Loja:

"Este Landmark prescreve a conservação secreta dos conhecimentos havidos por iniciação, tanto dos métodos de trabalho, como das suas lendas e tradições, que só podem ser comunicadas a outros Irmãos".

24.º) A formação de uma ciência especulativa com fundamento nos métodos operativos e o uso dos símbolos, devidamente explicados, com finalidade de elevação moral:

"A fundação de uma ciência especulativa, segundo métodos operativos, o uso simbólico e a explicação dos ditos métodos e dos termos neles empregados, com propósito de ensinamento moral, constitui outro Landmark. A preservação da lenda do templo de Salomão, é outro fundamento deste Landmark".

25.º) Afirma a inalterabilidade da essência dos "Landmarks":

"O último Landmark é o que afirma a inalterabilidade dos anteriores, nada podendo ser-lhes acrescido ou retirado, nenhuma modificação podendo ser-lhes introduzida. Assim como de nossos antecessores os recebemos, assim os devemos transmitir aos nossos sucessores".

 

© 2002, CMGC.